Perguntas e Respostas sobre o hubIC

Perguntas e respostas sobre o hubIC

Deseja saber mais sobre o hubIC? Consulte respostas para algumas perguntas frequentes. Se ainda tiver dúvidas, faça um contato pelo e-mail hubic@hubic.org.br.

Se quer ser parceiro, acesse aqui a página da Coordenação do hubIC.

 

  • O que é o hubIC e qual seu objetivo?

R.: O hubIC – Inovação e Construção Digital é um ambiente cooperativo focado em inovação de base de engenharia, um espaço gerador de projetos de inovação deep tech para o setor da construção civil. O objetivo é catalisar, desenvolver e implementar soluções inovadoras de construção digital, em particular para a cadeia de valor do cimento, em um nível pré-competitivo, para que possam ser aplicadas no mercado.

 

  • Quem são os responsáveis pelo hubIC?

R.: O projeto é uma parceria entre a USP (Universidade de São Paulo), por meio da Escola Politécnica, e a indústria do cimento, por meio da ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland) e do SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento).

A indústria do cimento e a área acadêmica desfrutam de uma parceria histórica para o desenvolvimento de projetos de pesquisa e de uma excelente estrutura laboratorial. Além disso, a POLI/USP tem grande tradição em desenvolver projetos com a iniciativa privada e a ABCP, vocação para desenvolver soluções para o mercado por meio de  projetos integradores da cadeia produtiva.

 

  • Quem pode participar do hubIC?

R.: Todas as empresas atuantes na área da construção civil – ou ligadas a ela – que tenham por objetivo fortalecer ou desenvolver projetos de P,D&I aderentes aos objetivos do hubIC.

 

  • O que o hubIC oferece aos membros participantes?

R.: Além do ambiente voltado à formação de consórcios de P,D&I, o hubIC oferece como estrutura inicial um laboratório para impressão 3D de concreto, em escala real, um espaço de coworking, a cátedra Ary Torres e um programa de educação continuada, com bolsas de pesquisa e cursos voltados à formação e à educação continuada em inovação tecnológica. Como produto final, os projetos desenvolvidos devem resultar em inovações de nível pré-competitivo.

 

  • Como se dá a sustentação financeira dos projetos?

R.: Por ser um ambiente cooperativo, o hubIC busca reunir empresas, instituições e profissionais da cadeia produtiva da construção para a definição e desenvolvimento de projetos de P,D&I, os quais são custeados em regime de consórcio pelos próprios membros participantes. Ao manifestar o interesse em participar do hubIC, a empresa firma um termo de compromisso que prevê uma contribuição financeira mensal e a indicação de um profissional, que representará a empresa tanto nos grupos de trabalho como nas ações de capacitação (o termo de compromisso traz mais detalhes sobre direitos e deveres do participante).

 

  • Como é a estrutura laboratorial do hubIC?

R.: USP e ABCP partilharão no hubIC sua estrutura laboratorial, assim como horas da equipe técnica, para fins de pesquisa e inovação.

 

  • Onde está instalado o hubIC?

R.: O laboratório 3D e o coworking, que compõem a estrutura básica do projeto, funcionarão no edifício já partilhado pela ABCP/USP, no bairro do Jaguaré, em São Paulo, SP (veja mapa).

 

  • Por que trabalhar em regime de consórcio de P,D&I?

R.:  A preparação da indústria da construção e do cimento para a indústria 4.0 requer a superação de barreiras tecnológicas com ganhos incrementais de qualidade e produtividade. A experiência do Consórcio Setorial de Inovação em Tecnologias de Revestimentos em Argamassas (CONSITRA), que, liderado pela POLI USP e pela ABAI (Associação Brasileira de Argamassas Industrializadas) contou com o engajamento da ABCP e de outras associações, mostra que um esforço de pesquisa pré-competitiva, embasado em um diagnóstico adequado, pode trazer grandes ganhos de qualidade, melhoria de normalização técnica, desempenho técnico e ambiental, além de melhoria de condições de trabalho com ganho real de competitividade. Este é um modelo a ser seguido no hubIC, cujas iniciativas de pesquisa, desenvolvimento e inovação estarão sempre apoiadas em consórcios setoriais – ou seja, no esforço conjunto dos diversos elos da cadeia produtiva, para que os produtos finais resultem em eficiência e eficácia do setor como um todo.

 

  • Por que ter um coworking?

R.: O conceito de coworking – ambiente de trabalho compartilhado – possibilita a troca de conhecimento e estimula novas conexões entre usuários de mesmos perfis profissionais ou com características multidisciplinares. O espaço está instalado no primeiro pavimento do edifício da ABCP/USP e conterá três salas multiuso, duas cabines acústicas e um escritório compartilhado para 32 usuários simultâneos.

 

  • Como será a oferta de cursos (educação continuada)?

R.: Com base na extensa atividade de educação continuada da ABCP e da USP, o hubIC buscará desenvolver uma plataforma de cursos digitais, incluindo vídeo aulas, para suporte de cursos de graduação e também oferta de cursos de educação continuada. O foco principal da grade será a capacitação para o desenvolvimento, uso de produtos e soluções inovadoras, sustentabilidade, qualidade e produtividade. A distribuição do conteúdo será feita pelos canais da USP, como o CICS, pela ABCP e pelos parceiros, sendo o material preferencialmente disponibilizado dentro do padrão Creative Commons.

 

  • Qual é a linha adotada para a Cátedra Ary Torres?

R.: Com foco em digitalização da construção, a Cátedra Ary Torres (professor da USP que foi um dos fundadores e primeiro presidente da ABCP) visa atrair profissionais externos à USP que sejam reconhecidos pela excelência técnico-científica e pelo arrojo de suas ideias, para que proponham e coordenem planos de atividades relacionadas a educação, pesquisa e inovação dentro do escopo definido. O catedrático escolhido anualmente terá como desafios: organizar eventos, inclusive cursos de graduação, produzir material didático, sugerir e participar de projetos e redes de pesquisa, desenvolvimento e inovação, bem como realizar atividades de difusão. O modelo contempla o recebimento de bolsa e ajuda de custo compatível com o programa.

 

  • Qual é o planejamento adotado em 2021?

R.: A Jornada de 2021 do hubIC se estenderá de abril a novembro, com dois eixos:

  1. Projeto de pesquisa e inovação capaz de atingir o nível pré-competitivo;
  2. Jornada de aprendizagem, com curso de inovação dado pela USP, palestras, eventos e contatos com startups.

A jornada contempla a formação de três grupos de trabalho, que atuarão com a seguinte metodologia: ideação, benchmarking, definição de oportunidades, roadmap e prioridades.

 

  • Se minha empresa aderir ao hubIC, é garantido que será desenvolvido o projeto de pesquisa do meu interesse?

R.: Não. Os projetos de P,D&I serão definidos pelo consórcio participante a partir dos problemas apresentados por todos na fase de ideação e depurados depois nas fases seguintes da metodologia (funil). Vale dizer que as propostas para um novo projeto serão avaliadas pelo conjunto dos participantes à luz dos objetivos do hubIC, que prioriza as inovações deep tech, de base de engenharia, com potencial de atingir o nível pré-competitivo de mercado.

Conversa com hubic – segundo dia

Segunda edição virtual do evento reúne quase 40 empresas e instituições do setor

ABCP/SNIC e POLI/USP fizeram nesta terça-feira, 09/03/2021, a segunda rodada de apresentação do hubic – Inovação e Construção Digital. Lançado em setembro de 2020 e implantado em janeiro deste ano, o projeto apoia-se na constituição de consórcios para o desenvolvimento de inovações de base de engenharia voltadas a soluções pré-competitivas na indústria da construção.

Como na primeira edição do encontro virtual, realizada em 04/03, um seleto grupo de empresas e instituições do setor foi convidado a conhecer a iniciativa, que tem manifestação de interesse de pelo menos 80 empresas.

Deste segundo encontro participaram 66 profissionais, de 38 empresas e entidades:

4constru (Latina Group), ABCP, ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), ABRASFE (Associação Brasileira das Empresas de Sistemas de Acesso, Fôrmas e Escoramentos), ArcelorMittal, Belgo Bekaert Arames, Bloco Brasil, Cidadela, Cimento Nacional, Construtora AP Ponto, Construtora Tarjab, Construtora Tenda, CR80, Direcional Engenharia, Engemolde, Espaço e Tempo Arquitetura, Estruturar Engenharia de Projetos, F A Oliva, Forsa, França e Associados, Gerdau, Hirata e Associados, Impacto Protensão, Intercement, Leonardi Construção Industrializada, Matec Engenharia, MC Bauchemie, MF Artefatos de Cimento, Pasqua e Graziano, Precon, Síntese Acústica, T&A, Tarjab, Tecnisa, Tecnum, USP e Votorantim Cimentos.

O projeto terá ainda uma terceira rodada, em data a ser agendada.

Veja aqui o que foi tratado no primeiro dia.

Conversa com hubIC

Em sua primeira edição, evento reúne mais de 60 profissionais da cadeia produtiva, interessados no hub de inovação e construção digital liderado pela POLI USP-ABCP/SNIC

Lideranças da POLI/USP e da ABCP/SNIC promoveram nesta quinta-feira, 04/03/2021, a primeira rodada de apresentação do hubIC – Inovação e Construção Digital, projeto que pretende catalisar, desenvolver e implementar iniciativas de inovação de base de engenharia, foco da parceria entre as instituições.

“A ideia do evento é apresentar o hubIC e projetar uma jornada de oito meses”, disse na abertura do encontro virtual a arquiteta Diana Csillag, membro do staff do hubIC e do CICS/Poli USP (Centro de Inovação em Construção Sustentável). Ela informou que existem mais de 80 empresas interessadas na iniciativa e por isso o projeto seria apresentado em três rodadas.

O primeiro encontro reuniu 66 participantes, representando as seguintes empresas e instituições:

ABCIC, ABCP, ArtSpray, Brasil Minérios, CBMM, Cimento Apodi, Cimento Itambé, Construliga, Construtora Carrilho, Construtora Pacaembu, Engest, Eternit, Even, EZTec, FF Sarao Consultoria, Gabriel Bacelar, GCP, IAC, PUC-GO, Ibracon, Ibratin, Infibra, LafargeHolcim, Lanxess, Liebher, Metacaulim, Monobeton, MRV, Nitrocrete, POLI-USP, Pontal Engenharia, RKM Engenharia, Rogga Empreendimentos, SH Formas, Sika, Sinduscon-PE, SNIC, Tecomat, Vale e Votorantim.

Inovação de base de engenharia

Para Valter Frigieri, diretor de Mercado da Construção Civil da ABCP e um dos coordenadores do hubIC, o ambiente proposto é diferenciado, pois foca em inovação de base de engenharia. Ele lembrou da capacidade dos parceiros USP e ABCP, consolidada por uma parceria histórica, e da estrutura laboratorial de ambos. Destacou ainda a tradição da POLI de desenvolver projetos com a iniciativa privada e da vocação da ABCP de desenvolver mercado por meio de  projetos integradores da cadeia produtiva.

Os organizadores mostraram os principais aportes de recursos feitos até o momento (laboratório para impressão 3D de concreto, em escala real, cátedra Ary Torres, bolsas de pesquisa e espaço de coworking) e convidaram o grupo presente a aderir ao projeto. “Estamos convidando stakeholders para criar um espaço gerador de projetos de inovação hardtech no setor da construção civil”, enfatizou Frigieri.

Ao definir o conceito de deeptech, necessário no setor da construção, o professor Vanderley John, coordenador do hubIC pela POLI USP, disse que “a produtividade na construção não vai aumentar apenas se implementarmos o BIM ou aumentarmos o grau de digitalização dos processos. Temos problemas tecnológicos. A pouca cultura que temos de inovação é aperfeiçoar software e apps. No caso da construção, o desafio é maior, pois qualquer decisão representa grandes recursos investidos. A resposta para isso é a formação de consórcios”, defendeu.

Jornada 2021

A Jornada de 2021 do hubIC se estenderá de abril a novembro, com dois eixos: um eixo de projeto de pesquisa e inovação até se chegar a um projeto competitivo; e outro que é a jornada de aprendizagem, com curso de inovação dado pela USP, palestras, eventos e contatos com startups. A jornada contempla três grupos de trabalho que atuarão com a seguinte metodologia: ideação, benchmarking, oportunidades, roadmap e prioridades.

Veja como foi o evento (vídeo):

Perspectivas para a inovação

Diretor da ABCP fala sobre contexto, dificuldades e possibilidades de avanço na construção civil por meio do hubIC

“Firmamos uma parceria estratégica com a Universidade de São Paulo e criamos um hub de inovação (hubIC) que terá infraestrutura para pesquisa, para acolher startups, desenvolver a construção digital, acessar pesquisadores internacionais e acessar recursos financeiros para projetos inovadores.”

A declaração foi dada pelo diretor de Planejamento e Mercado da ABCP, Valter Frigieri, em entrevista exclusiva à revista Abrasfe InForma (edição 3), que trata do setor de fôrmas e escoramentos utilizados em estruturas de concreto moldadas in loco.

Acompanhe a seguir a íntegra da entrevista:

Revista Abrasfe-inForma 3 - jan_fev22_Entrevista_Valter

Cements 2021 – 11th Advances in Cement-Based Materials

>> SUBMISSÃO DE TRABALHOS ATÉ 30/03

Sua pesquisa está focada em materiais sustentáveis à base de cimento? Compartilhe-a com seus colegas.

Envie um resumo para a 11th Advances in Cement-Based Materials (Cements 2021), que acontecerá como uma reunião virtual, de 23 a 25 de junho de 2021.

A Cements 2021 é organizada pela Divisão de Cimentos da ACerS (American Ceramic Society). Saiba mais em https://ceramics.org/event/11th-advances-in-cement-based-materials-2

Como apresentador, o palestrante fornecerá um vídeo pré-gravado de sua apresentação. As sessões-pôsteres devem ser enviadas como arquivos PDF. Os detalhes virão posteriormente, após o encerramento das submissões dos resumos.

Compartilhe suas últimas descobertas em materiais à base de cimento.

O programa técnico da Cements 2021 inclui palestras pré-gravadas e apresentações pôsteres nos seguintes assuntos:

  • Química, processamento e hidratação do cimento
  • Técnicas de caracterização de materiais
  • Materiais cimentícios complementares e alternativos
  • Redução de emissões de CO2 na indústria de cimento
  • Avanços em reologia
  • Fabricação de aditivos usando materiais cimentícios
  • Ciência dos materiais computacionais
  • Materiais e sensores inteligentes
  • Nanotecnologia em materiais cimentícios
  • Materiais cimentícios bioinspirados
  • Modelagem de durabilidade e vida útil
  • Teste não destrutivo

 

Inscreva-se aqui.

ROC & TOK

Organizado pela professora Barbara Lothenbach, líder do Grupo de Química e Termodinâmica do Cimento, Empa, Suíça, o webinar ROC & TOK, realizado dia 4 de fevereiro de 2021, às 14h UTC (GMT + 0), abordou o tema “Modelagem termodinâmica: uma ferramenta para entender os cimentos hidratados”.

Bolsa de PhD da RILEM para a 75ª RILEM Annual Week

Se você é estudante PhD ou recém-graduado PhD de qualquer um dos países listados aqui bit.ly/2Gwf0oN, pode ser elegível para se inscrever para a bolsa de PhD da RILEM para a 75ª RILEM Annual Week em Mérida, México, em 2021.

Mais detalhes sobre a concessão estão disponíveis aqui: https://lnkd.in/e3bFV9a. Os candidatos devem ter um resumo aceito no evento. 

Envie sua contribuição para a 75ª Semana Anual RILEM até 31 de janeiro!

Saiba mais aqui: http://rilemweek2021.uanl.mx/phd-grant/

Nanocem PhD Prize

Oportunidade para jovens cientistas na área de cimento e concreto. Inscrições vão até 15/01/2021

A Nanocem, rede de pesquisa voltada à nanociência em cimento e concreto, acaba de anunciar o lançamento do “Nanocem Best PhD Award for Young Researchers”, ou simplesmente Nanocem PhD Prize. Os candidatos elegíveis ao prêmio deverão ter defendido a sua tese entre 1 de janeiro e 31 de dezembro de 2020 e ter menos de 35 anos na data da candidatura (prazo até 15 de janeiro de 2021).

Os critérios que serão aplicados são:

• Pesquisa fundamental em materiais cimentícios e seu uso

• Alta qualidade científica

• Novidade

• Apresentação pedagógica

O vencedor será escolhido entre três finalistas de três regiões: Europa e África, Ásia e Oceania e Américas. E todos os finalistas serão convidados (com todos os custos pagos) para o encontro anual da Innovandi, da GCCA (Global Cement and Concrete Association) em 2021.

Saiba mais e inscreva-se na página da Nanocem

Concreto de baixo carbono permanece forte com reforços de rede de polímeros

Fonte: Universidade da Califórnia, Berkeley

Por Nick Lavars – 18 de outubro de 2020 – Foto: New Atlas

Por mais de um século, o vergalhão de aço tem sido o material para reforçar o concreto, mas uma nova abordagem promete tornar o material de construção comum mais forte e ambientalmente amigável. Os cientistas aproveitaram a impressão 3D para produzir uma estrutura de rede de polímeros que pode atuar como espinha dorsal para concreto de baixo carbono, que também possui grande resistência e durabilidade.

A pesquisa foi realizada na Universidade da Califórnia, Berkeley, e baseia-se em esforços anteriores para reforçar o concreto usando fibras de polímero. Isso surgiu há cerca de meio século como uma alternativa promissora aos reforços de barras de aço, que oferecem grande força, mas são pesados, caros e degradados ao longo do tempo.

As fibras polímeras, por outro lado, são leves, baratas de produzir e são resistentes à corrosão. As abordagens atuais envolvem a mistura dessas fibras no concreto antes de ser derramada, mas isso pode levar a uma distribuição desigual, o que significa que algumas partes da estrutura final são mais fortes e outras são suscetíveis a rachaduras.

Os engenheiros por trás deste novo estudo procuraram resolver essa deficiência com uma rede de polímero de octélado impressa em 3D, uma estrutura favorecida por sua combinação única de leveza e força, e esperava-se evitar que as rachaduras se formassem através de um arranjo denso de treliças. A equipe encontrou sucesso usando polímeros de estireno butadieno acrilonitrilo (ABS) para produzir a rede, com as lacunas então preenchidas com concreto ultra-alto desempenho, que é quatro vezes mais forte do que o concreto regular em termos de compressão.

Leia a matéria completa, em inglês.

A pesquisa foi publicada na revista Materials and Design.

Em cinco anos, USP faz mais de 11 mil convênios com empresas e instituições públicas

Por Herton Escobar

16/10/2020

Arte: Camila Paim/Jornal da USP

O estereótipo da universidade pública como uma torre de marfim, fechada em si mesma, está desmoronando. No lugar dele, começa a ganhar forma a imagem de uma nova construção, mais adaptada ao estilo coworking: um ambiente aberto e colaborativo, no qual a academia, indústria e poder público interagem com agilidade para resolver problemas de interesse comum.

Só nos últimos cinco anos, a USP firmou mais de 11 mil convênios com entidades públicas e privadas; incluindo cerca de 600 convênios com empresas para fins de pesquisa científica e inovação tecnológica. É o conhecimento produzido na universidade pública auxiliando o desenvolvimento de diferentes setores da economia.

Os dados são do Departamento de Convênios (DCONV) da USP, criado há menos de um ano, justamente para organizar essas informações, consolidar processos e favorecer a interação da Universidade com a sociedade. “Já fizemos muita coisa e vamos fazer muito mais”, diz o diretor do novo departamento, Igor Studart Medeiros, professor da Faculdade de Odontologia (FO). Como a gestão dos convênios, até então, era descentralizada, diz ele, era difícil até mesmo para a própria USP ter uma visão panorâmica, quantificada, de todas as suas interações com a sociedade. “Havia muito desconhecimento, tanto da comunidade interna quanto externa, do volume de convênios que a Universidade tem com o setor produtivo”, avalia Medeiros.

Neste exato momento, segundo o DCONV, há 133 convênios vigentes ou já aprovados entre a USP e empresas para fins de pesquisa e inovação. Há várias modalidades de interação: a empresa pode contratar a Universidade para prestar um serviço específico (por exemplo, avaliar a eficácia de um teste de covid-19 já existente) ou juntar forças para iniciar um projeto de pesquisa colaborativo (por exemplo, para desenvolver um novo teste de covid-19).

A propriedade intelectual das descobertas é sempre compartilhada entre a empresa e a Universidade, como no caso emblemático do Vonau Flash, um medicamento para controle de náuseas e vômitos desenvolvido pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP em parceria com a empresa Biolab Sanus.

Leia aqui a matéria completa.

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