Concreto de baixo carbono permanece forte com reforços de rede de polímeros

Fonte: Universidade da Califórnia, Berkeley

Por Nick Lavars – 18 de outubro de 2020 – Foto: New Atlas

Por mais de um século, o vergalhão de aço tem sido o material para reforçar o concreto, mas uma nova abordagem promete tornar o material de construção comum mais forte e ambientalmente amigável. Os cientistas aproveitaram a impressão 3D para produzir uma estrutura de rede de polímeros que pode atuar como espinha dorsal para concreto de baixo carbono, que também possui grande resistência e durabilidade.

A pesquisa foi realizada na Universidade da Califórnia, Berkeley, e baseia-se em esforços anteriores para reforçar o concreto usando fibras de polímero. Isso surgiu há cerca de meio século como uma alternativa promissora aos reforços de barras de aço, que oferecem grande força, mas são pesados, caros e degradados ao longo do tempo.

As fibras polímeras, por outro lado, são leves, baratas de produzir e são resistentes à corrosão. As abordagens atuais envolvem a mistura dessas fibras no concreto antes de ser derramada, mas isso pode levar a uma distribuição desigual, o que significa que algumas partes da estrutura final são mais fortes e outras são suscetíveis a rachaduras.

Os engenheiros por trás deste novo estudo procuraram resolver essa deficiência com uma rede de polímero de octélado impressa em 3D, uma estrutura favorecida por sua combinação única de leveza e força, e esperava-se evitar que as rachaduras se formassem através de um arranjo denso de treliças. A equipe encontrou sucesso usando polímeros de estireno butadieno acrilonitrilo (ABS) para produzir a rede, com as lacunas então preenchidas com concreto ultra-alto desempenho, que é quatro vezes mais forte do que o concreto regular em termos de compressão.

Leia a matéria completa, em inglês.

A pesquisa foi publicada na revista Materials and Design.



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